Jayme acusa gestão estadual de ‘jogo desigual’ por utilizar máquina pública nas eleições


O senador pontuou que a utilização do aparato estatal não é de hoje e ocorre abertamente desde o período das convenções partidárias

O senador Jayme Campos (União) denunciou o que classificou como um “jogo desigual” na disputa eleitoral em Mato Grosso e fez acusações contra a gestão do atual governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande. Segundo o parlamentar, o grupo que apoia o senador Wellington Fagundes (PL) enfrenta adversidades, diante do uso intensivo da máquina pública pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para adquirir apoio a partir de incentivos financeiros às prefeituras.

“Posso quase com certeza dizer que a gente está muito bem posicionado aqui no município, mas é claro, é evidente que nós estamos enfrentando aqui várias adversidades. Sobretudo a máquina do governo, que está sendo usada aqui, a máquina da Prefeitura de Várzea Grande está sendo usada contra o senador Wellington Fagundes”, afirmou Campos na quarta-feira (16).

O senador pontuou que a utilização do aparato estatal não é de hoje e ocorre abertamente desde o período das convenções partidárias. Para ele, o cenário expõe uma clara disparidade de forças, detalhando práticas como a liberação parcial de convênios que, segundo ele, foi de apenas 10% do total prometido, ficando os 90% restantes condicionados ao resultado eleitoral.

Além disso, o parlamentar também criticou as promessas de campanha da gestão atual, classificando-as como tentativas de induzir a sociedade ao erro ao vender a imagem de que apenas o grupo governista seria capaz de gerenciar o estado e prover serviços básicos como saúde, educação e infraestrutura. No centro de suas críticas econômicas, ele apontou um suposto favorecimento em incentivos fiscais no estado, qualificando a situação como um “escândalo” e uma “vergonha” que precisa ser conhecida nacionalmente.

De acordo com Campos, dos R$ 15 bilhões em incentivos concedidos em Mato Grosso, R$ 7,5 bilhões estão concentrados nas mãos de apenas 30 empresários, entre eles o próprio governador.

“O próprio Otaviano Pivetta, as empresas dele receberam, pelas palavras que me deu Wellington Fagundes, meio bilhão de reais”, denunciou.

Diante disso, o senador defendeu a necessidade de uma reformulação administrativa e moral no Estado. Para Jayme, Mato Grosso está sob o comando de um grupo restrito voltado para interesses corporativos ou econômicos.

“Lamentavelmente, hoje o Estado está na mão de meia dúzia de pessoas. Não é um governo do povo para o povo, é um governo de meia-cidadãos que está o quê? Usurpando o horário público para sua pessoa ou o seu grupo econômico”, pontuou.

O parlamentar encerrou, reforçando seu posicionamento de “peito aberto” para alertar a população mato-grossense, argumentando que a administração estadual atual precariza áreas essenciais como saúde e segurança pública, beneficiando uma minoria em detrimento da maioria da sociedade.

“O Mato Grosso não sustenta esse tipo de gestão pública, que faz mal para o povo, faz mal para o pobre. Aqueles cidadãos que dependem de saúde, que hoje, lamentavelmente, não têm saúde à altura. [...] Esse é o governo que está tentando passar por isso. Estão enriquecendo, cada dia mais. E você vê o jogo cair. É um jogo econômico, não é um jogo político aí”, concluiu.





Fonte: Gazeta Digtal
Data: 20/09/2026