09/07 - STF ordena buscas por armas e munição na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro
Melissa Emorge de Arruda estava internada e dependia de suporte da ECMO enquanto aguardava por um órgão compatível
Após 18 dias de espera por um coração compatível, a pequena Melissa Emorge de Arruda, de 6 anos, de Cuiabá, finalmente passou pelo tão aguardado transplante cardíaco. O procedimento foi realizado na tarde desta segunda-feira (31), em Curitiba (PR), onde a menina estava internada.
Segundo a mãe, Angelita Emonge, o transplante ocorreu dentro do esperado e representa uma nova esperança para a família, que vinha acompanhando de perto o quadro de saúde da filha.
Melissa estava internada no Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional no atendimento pediátrico, e enfrentava um quadro grave de insuficiência cardíaca. Antes de receber o novo coração, ela precisou ser intubada e permaneceu utilizando a Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO), equipamento que auxilia temporariamente as funções do coração e dos pulmões em pacientes em estado crítico.
A batalha de Melissa começou em maio deste ano, quando ela foi diagnosticada com miocardite viral provocada pelo parvovírus B19. A doença causou uma inflamação no coração e comprometeu gravemente o funcionamento do órgão.
Até então, a menina levava uma vida ativa e praticava atividades físicas, como muay thai e jiu-jítsu. Inicialmente, ela recebeu acompanhamento médico em Cuiabá, mas, diante do agravamento do quadro, precisou ser transferida para Curitiba.
Melissa chegou à cidade no dia 24 de julho e passou a ser acompanhada por uma equipe especializada em insuficiência cardíaca e transplantes. Com a piora do estado clínico, foi encaminhada para a UTI cardiopediátrica, onde precisou ser intubada e conectada à ECMO.
Enquanto aguardava por um coração compatível, a família viveu dias de muita apreensão e esperança.
Durante os 18 dias de espera, familiares e amigos iniciaram uma grande mobilização para chamar a atenção para o caso e reforçar a importância da doação de órgãos.
A família sabia que a chegada de um órgão compatível também representaria um momento de profunda dor para outra família, que precisaria tomar a difícil decisão de autorizar a doação. Ainda assim, os pais de Melissa destacaram a importância desse gesto, capaz de transformar uma perda em uma nova oportunidade de vida.
Agora, após o transplante, a família aguarda os próximos passos da recuperação da menina e celebra a oportunidade de Melissa continuar sua luta pela vida.
Fonte: Primeira Página
Data: 01/09/2026