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Estudantes da rede pública estadual poderão participar em cinco categorias; iniciativa busca estimular pesquisa, reflexão e prevenção à violência doméstica e familiar

A educação, a pesquisa e a expressão artística serão utilizadas como ferramentas de conscientização e prevenção à violência contra a mulher em Mato Grosso. A proposta integra a segunda edição do Concurso Escolar de Expressão Cultural Contra a Violência Doméstica e Familiar, apresentado durante a palestra “Como Elaborar a Produção Cultural sobre a Violência contra a Mulher”, realizada nesta segunda-feira (17), no auditório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A atividade encerrou a programação de abertura da 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa. O concurso é promovido pelo TJMT em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
As regras foram apresentadas pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Cuiabá e integrante da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), e pela coordenadora de Ensino Fundamental da Seduc, professora doutora Valdirene Oliveira.
Segundo a juíza, a iniciativa pretende estimular os estudantes a pesquisar, discutir e refletir sobre temas como respeito, igualdade e prevenção à violência contra a mulher, além de desenvolver a capacidade crítica e criativa dos participantes.
Concurso terá cinco categorias
Podem participar estudantes do 6º ao 9º ano das escolas da rede pública estadual de todos os municípios de Mato Grosso.
O concurso será realizado em três etapas — Escolar, Regional e Estadual — e contará com cinco categorias:
Desenho;
Redação;
Poesia;
Música, com letra e melodia;
Vídeo, com roteiro e produção.
Cada estudante poderá participar de apenas uma categoria. A inscrição será feita no momento da entrega do trabalho.
Os três primeiros colocados de cada categoria receberão bicicleta, medalha e certificado. A etapa final está prevista para ocorrer no dia 26 de novembro.
Trabalhos devem priorizar prevenção e respeito
A proposta do concurso vai além da produção artística. Os estudantes deverão compreender a violência contra a mulher e refletir sobre formas de prevenção.
Durante a orientação aos professores, a juíza Tatyana destacou que os trabalhos devem evitar sensacionalismo, exposição indevida de vítimas, reforço de estereótipos, linguagem agressiva e culpabilização da mulher.
As produções deverão priorizar empatia, informação correta, contexto social e mensagens relacionadas à prevenção e ao respeito.
A orientação é que os trabalhos contemplem três pontos principais: identificação do problema, compreensão das causas e apresentação de caminhos para a prevenção.
A expectativa é que a produção cultural ajude crianças e adolescentes a reconhecer comportamentos violentos e compreender que atitudes de violência não fazem parte de relacionamentos saudáveis.
Professores também serão premiados
A iniciativa também contempla os profissionais da educação. Professores efetivos e contratados que trabalhem a temática em sala de aula poderão participar e concorrer à premiação.
A Seduc disponibiliza roteiros pedagógicos para auxiliar os profissionais na abordagem da violência contra a mulher em diferentes componentes curriculares. O material pode ser utilizado como ponto de partida, mas os professores também poderão ampliar as atividades e desenvolver novas propostas.
Os roteiros foram elaborados para diferentes áreas do conhecimento, incluindo disciplinas como Química e Física, com o objetivo de facilitar a inserção da temática nas atividades escolares.
Na categoria destinada aos professores, os vencedores receberão equipamentos eletrônicos. O primeiro colocado será premiado com um computador, o segundo com um celular e o terceiro com um tablet.
Para os estudantes, a organização optou por bicicletas como forma de premiação, evitando a entrega de equipamentos com telas.
A ação integra as atividades da 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa e também está relacionada à Lei Estadual nº 13.475, de 1º de julho de 2026, que prevê a inclusão da temática da violência contra a mulher no currículo escolar.
Fonte: TJMT
Data: 21/08/2026